No último programa Debate MTV o tema foi: a mídia impressa vai acabar? Apesar de concordar com muita coisa que os convidados falaram, eu tenho uma opinião bem particular.
Não vejo como o jornal sobreviver à era digital. Hoje a facilidade com que você tem acesso a uma informação e a velocidade com que ela chega até você, através do telefone, email, twitter e sites é muito grande e faz com que o jornal fique “velho” antes mesmo de chegar às bancas. Hoje é comum você ler no jornal uma notícia que já tinha lido na internet no dia anterior, o que dá a impressão de estar lendo a edição de “ontem”. Então por que comprar um jornal se você pode ter a notícia em tempo real, minuto a minuto? Com a mídia digital, o jornal impresso perdeu seu real sentido e por isso acredito no seu fim.
Já as revistas não têm pretensão de dar a notícia em primeira mão, então não vejo que estejam ameaçadas. Pelo contrário, acho que elas irão até crescer, com o desaparecimento do jornal. As revistas vão passar por uma grande transformação e se dividirão em dois principais tipos. O primeiro será a revista atual, só que ela tende a ser ainda mais segmentada. Ao invés de uma revista, por exemplo, falar sobre cultura que é um assunto amplo, ela falará de cinema que é mais específico. Como o Natsu Oki falou no programa, quanto mais segmentada uma revista for, maior será o seu público fiel e mais tempo de vida ela vai ter. Além do mais, esse tipo de segmentação é bem interessante para os anunciantes, pois permite que eles falem direto com o seu público-alvo.
O outro tipo de revista será o de notícias. Essa substituirá os jornais. Essas revistas serão semanais e publicarão as principais notíciais da semana, mas com o objetivo de oferecer informações mais completas e detalhadas, já que nas mídias digitais as notícias são curtas e fragmentadas. Elas serão factuais, terão o compromisso com a informação e a verdade e atenderão a um público mais amplo, assim como os jornais de hoje. Porém, elas utilizarão a linguagem e o formato de uma revista, que oferece melhor qualidade de papel e de imagem. A revista proporciona maior entretenimento e hoje eu percebo que as pessoas estão mais interessadas no entretenimento do que na própria informação. É por isso que eu acredito que elas substituirão os jornais.
Dessa forma, a mídia impressa vai se manter forte no mercado e continuará concorrendo com os outros meios de comunicação. Como o Marcelo Tas falou, hoje uma pessoa assiste televisão, acessa a internet e escuta música, tudo ao mesmo tempo. Então os veículos agora vão disputar a atenção do público e vai ganhar aquele que contar uma boa história, independente dela estar na internet ou na revista. Ou seja, os meios de comunicação terão que fazer um bom jornalismo para oferecer um conteúdo de qualidade e assim, capturar a atenção do público. Estou bastante otimista quanto ao futuro, não só do impresso, como do jornalismo em geral e se eu estiver certa, QUE O FUTURO CHEGUE LOGO!
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Faltou você abordar o surgimento dos e-book readers, que também servem para ler jornais online… talvez o que de fato “vai acabar” é o uso do papel, porém o jornal em si pode perdurar. Digitalizado!
Exatamente, Paulo. Eu acredito no fim do JORNAL IMPRESSO, e não do jornalismo digital ou da mídia impressa! Obrigada pela visita!
Ola Fernanda, gostei das suas ponderações sobre o assunto. Eu acabo de lançar um livro que demonstra como a mídia impressa vem buscando formas de se manter competitiva e atraente perante as novas tecnologias.
Dá uma olhada no meu site que tem mais detalhes http://www.anunciosdiferenciados.com.br
Abs,
Sergio
Oi, Sergio!
Entrei no seu site, muito legal! Coloquei no meu Blogroll! :)
Realmente os veículos da mídia impressa estão fazendo de tudo para conseguir se manter no mercado! Sucesso com seu livro!!!
Legal o seu ponto de vista. Escrevi algo sobre o assunto no meu blog:
http://serrp.blogspot.com/2009/05/o-futuro-dos-impressos.html
Abraços.
Juliano Melo
Na entrevista com a jornalista Mônica Waldvogel no programa Marília Gabriela Entrevista elas abordam esse tópico, depois assiste, é bacana.
A entrevista foi domingo, deve reprisar durante essa semana.
Vai reprisar amanhã às 22h30! Vou assistir!!!
Gostei do Tópico.
Na verdade eu discordo em um ponto do seu post, vejo sim, o jornal sobrevivendo a era digital. Infelizmente o mundo virtual ainda é mais difundido nas classes média e alta, apesar dos avanços nos últimos anos.
Outro ponto que me faz crer que o jornal permanecerá firme e forte é o fato de ele ter uma linguagem diferete, própria, acredito que o jornal possa passar por uma fase de reformulação e melhoramento, mas nao creio que acabe.
Tomo como exemplo o rádio, que não desapareceu com o surgimento da televisão.
Beijão Gata
Marceluda! A previsão que eu fiz aqui é para, sei lá, daqui a uns 10 anos. Acredito que até lá a internet já tenha chegado às classes menos favorecidas, assim como a televisão e o celular chegaram.
O rádio não acabou porque ele tem várias peculiaridades, dentre elas o imediatismo. Ele é o veículo que tem a capacidade de informar com maior rapidez!
Não tem como a gente adivinhar o futuro né, mas as vezes é legal brincar de Mãe Dináh! Hahaha Daqui a 10 anos a gente vai ter a resposta e se eu estiver certa, você me paga um Cosmopolitan no Bar D´Hotel! Combinado? Hahaha
Beijos! Faz logo seu blog!!
Combinadíssimo!!
E se eu estiver vc paga o meu no Fasano, por favor!!rs