Fernanda Lima

Campanha interativa da Coca-Cola no Super Bowl

Os ursos polares da Coca-Cola vão torcer durante o Super Bowl, que acontece no dia 5 de fevereiro. É isso mesmo, serão dois ursos, um torcendo para cada time (New York Giants e New England Patriots) e eles vão reagir de acordo com o que acontecer durante o jogo.

A equipe da Wieden+ Kennedy programou centenas de reações e vão controlar os personagens em tempo real. Eles poderão levantar os braços, fazer figa, comemorar, dançar, abrir um refrigerante e até mesmo interagir com outros comerciais que passarem na TV.

A campanha será realizada no Facebook (cokepolarbowl.com) ao vivo durante o evento.

E mais: No Super Bowl, que tem o comercial mais caro da televisão mundial, terão dois vídeos da Coca-Cola, um deles vai ser escolhido de acordo com o resultado.

Fonte: Brainstorm9

Como os publicitários se veem?

Para descontrair! Cleber Paradela fez essa homenagem aos amigos publicitários.

Identidade, imagem e reputação

A marca corporativa está relacionada a sua identidade, imagem e reputação.
Tudo que a instituição faz e como ela faz, comunica sua identidade. É a única cuja gestão depende exclusivamente da corporação. Está relacionada com a definição da missão, visão, valores, história e cultura organizacional.
A imagem é o que diferentes públicos vêem da identidade da marca. Uma empresa pode ter diferentes imagens.
A reputação é o somatório das imagens a longo prazo. Pode ser considerada também como o julgamento público da marca.
Uma instituição com forte reputação positiva acelera o processo de decisão do consumidor, tem credibilidade, agrega valor ao seu produto ou serviço e tem impacto minimizado em uma situação de crise.
Quanto melhor a reputação da marca, menor será o esforço de comunicação.

Stephen Kanitz

Stephen Kanitz, mestre em Administração de Empresas pela Harvard, escreve artigos super interessantes para a Revista Veja. O último que li me chamou bastante atenção, sobre o jornalismo do deboche. Vale a leitura.

Jornalismo do Deboche

Muitos leitores perguntam por que nunca escrevo artigos ridicularizando George W. Bush, desancando o governo PT ou ridicularizando as bobagens ditas por algum de nossos governantes.

Não faço este tipo de colunismo porque é ilimitada a quantidade de bobagens feitas por seres humanos. Estaríamos destruindo todo o papel do planeta se comentássemos cada besteira feita. Depois, o tempo do leitor é curto, um jornalismo construtivo deveria também divulgar possíveis soluções e não ficar somente na crítica dos erros dos outros.

Leitores são presas fáceis desta forma de crítica jornalística, porque ela insinua equivocadamente que somos superiores aos nossos semelhantes, governantes e amigos.

Noventa por cento das nossas conversas é para se comentar gafes e fracassos dos amigos, nunca suas conquistas e realizações, por isto nunca sou o primeiro a sair de uma festa de amigos.

O jornalista do deboche sabe que o sucesso do outro incomoda, e se aproveita disto. O jornalismo do deboche não somente mostra que somos supostamente mais inteligentes do que os que estão no poder, mas tem uma outra coisa “freudianamente” muito importante: mostra que o colunista é mais inteligente do que todos nós juntos.

Não pelas suas idéias originais, critério único para se medir inteligência, mas pela burrice dos outros que o jornalismo do deboche tem o prazer de desancar. Como o debochador sempre trata do passado, quando os erros já são óbvios e evidentes, ele tem sempre a vantagem da onisciência, algo que o governante não teve na hora da sua decisão.

Não faço referência àqueles que escrevem uma crítica de forma construtiva, precisamos ser informados das mazelas e erros do governo. Um artigo debochado de vez em quando nos faz rir e permite agüentar o fardo da incompetência alheia. Mas muitos fazem do deboche a sua especialidade, sua razão de ser.

O jornalismo deve criticar e ao mesmo tempo propor soluções para serem discutidas, inclusive correr o risco de ver a idéia debochada. Só que aí, o artigo teria de ser inovador, competente, criativo, sensato, conciliador, persuasivo e corajoso. A crítica barata é muito mais fácil do que a análise profunda. A análise requer pesquisa, números e estatísticas, o deboche só precisa de uma língua afiada.

Se você adora o jornalismo do deboche, porque ele é engraçado, lembre-se que você está rindo de si mesmo, e embora autocrítica e umas risadas sejam sadias, limitar-se a isto é dar um tiro no pé. O Brasil está diariamente dando tiros no pé, e achando graça.

Num congresso de estudantes colocaram-me para falar em penúltimo lugar, e o encerramento foi feito por um profissional do deboche. Ele simplesmente destruiu o meu discurso otimista anterior, dizendo que o Brasil jamais daria certo, de que estávamos condenados pelo gene do patrimonialismo português, que o fracasso estava no nosso sangue, e assim por diante. Para a minha grande surpresa, a platéia simplesmente adorou. Riam a valer, e no final aplaudiram de pé. Inacreditável para mim!

Se um grande intelectual prevê que o Brasil jamais dará certo, não precisamos nos esforçar. Pode-se justificar o nosso fracasso pessoal, nossa mediocridade individual, como sendo inevitável, é nosso destino. “Não preciso melhorar, a culpa não é minha, a culpa é do Brasil, a culpa é dos portugueses”.

Muitos de nossos intelectuais jogam para a platéia, curvando-se à força do mercado, um discurso de que jamais daremos certo, quando a função do intelectual seria justamente mostrar as soluções, mostrar o caminho, mostrar o que nós pobres mortais não vemos.

Onde estão os poetas que antes nos inspiravam e motivavam, onde estão os filósofos que nos mostravam a essência do que está ocorrendo, onde estão os padres com seus sermões edificantes, onde estão os visionários que nos mostravam o caminho? Eles estão presentes como sempre estiveram, mas hoje estão sem platéia, porque o jovem brasileiro está encantado com o discurso do deboche, é sempre mais fácil culpar os outros.

O jornalismo do deboche é um fenômeno mundial, atingiu até o New York Times. Se acabou acreditando que você é mais competente que Lula, FHC ou Bush, consulte um especialista.

O mundo não é tão simples nem tão ridículo quando lhe fizeram imaginar. Graças a Deus!

Stephen Kanitz

Para ler outros artigos do autor, clique aqui.

Oportunidade com a Luiza do Canadá

Depois do vídeo da construtora Água Azul ter virado hit na internet, com o meme ˜menos Luiza, que está no Canadá”, a construtora concorrente não perdeu tempo e criou um anúncio de oportunidade. Veja abaixo:

Para quem não viu o comercial do empreendimento imobiliário da construtora Água Azul, estrelado por Gerardo Rabello, colunista social de João Pessoa e pai de Luiza, aí está:

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