06
Jul
09

Ousadia em processo seletivo

Em um processo seletivo da Volkswagen, os candidatos tinham que responder a seguinte pergunta: Você tem experiência? Leia a redação de um candidato:

Já fiz cosquinha na minha irmã só para ela parar de chorar.

me queimei brincando com vela.

Já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto.

Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.

Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.

Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.

Já passei trote por telefone.

Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.

Já roubei beijo.

Já confundi sentimentos.

Já peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.

Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro.

Já me cortei fazendo a barba apressado.

Já chorei ouvindo música no ônibus.

Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.

Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrela.

Já subi em árvore pra roubar fruta.

Já caí da escada de bunda.

Já fiz juras eternas.

Já escrevi no muro da escola.

Já chorei sentado no chão do banheiro.

Já fugi de casa para sempre, e voltei no outro instante.

Já corri pra não deixar alguém chorando.

Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.

Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado.

Já me joguei na piscina sem vontade de voltar.

Já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios.

Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.

Já senti medo do escuro.

Já tremi de nervoso.

Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.

Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.

Já apostei em correr descalço na rua.

Já gritei de felicidade.

Já roubei rosas num enorme jardim.

Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um para sempre pela metade.

Já deitei na grama de madrugada vi a Lua virar Sol.

Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.

E agora um formulário me interroga? Me encosta à parede e grita: Qual sua experiência?

Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência.

Experiência… Será que ser (plantador de sorrisos) é uma boa experiência? Não!

Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!

Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: EXPERIÊNCIA? QUEM A TEM, SE A TODO MOMENTO TUDO SE RENOVA?

 

Achei genial esse texto! Eu admiro muito as pessoas que tem coragem, ousadia e atrevimento de quebrar regras! O profissional que se destaca, seja lá em qual for a área, é aquele que tem um olhar diferente sobre o comum. 

Para conseguir o sucesso, muitas tentativas são feitas e o fracasso acaba aparecendo no caminho, é inevitável. O importante é não ter medo de arriscar. Quer dizer, pode até ter medo, mas a vontade de continuar tem que ser maior!

04
Jun
09

Ser criativo faz toda a diferença

Sem título

Hoje eu quero divulgar a minha nova descoberta: a revista MyWave. Além da ótima qualidade visual e de conteúdo, a revista apresenta uma proposta bastante criativa e inovadora. Normalmente é o impresso que migra para a internet, mas dessa vez a história se inverteu e o formato do blog que foi levado para a revista impressa.  Os idealizadores ao perceberem a falta de uma revista de qualidade no mercado para o jovem universitário, criaram a MyWave e a forma ideal que eles encontraram para se comunicar com esse público foi utilizando a linguagem própria dos blogs. O conteúdo de cada edição é gerado a partir de um tema e a revista aborda tópicos que variam de cultura à economia. O legal é que toda edição tem um blogueiro convidado que escreve na sessão “Colunas”.  Com o conceito de que ninguém precisa pagar para receber informação de qualidade, a publicação bimestral é gratuita. A MW é distribuída nas portas das principais faculdades de São Paulo, mas o conteúdo da revista na íntegra também fica disponível no site-blog www.mywave.com.br. A revista começou a ser publicada em fevereiro desse ano e já conta com parceiros e patrocinadores de marcas como Calvin Klein, Oakley, Motorola, TNG, Levi´s, Vírgula/Uol, Lacoste, CaipiOne e Sagatiba. Taí a prova de que a criatividade é a chave do sucesso!

21
Mai
09

Prevendo o futuro do impresso

No último programa Debate MTV o tema foi: a mídia impressa vai acabar? Apesar de concordar com muita coisa que os convidados falaram, eu tenho uma opinião bem particular.

Não vejo como o jornal sobreviver à era digital. Hoje a facilidade com que você tem acesso a uma informação e a velocidade com que ela chega até você, através do telefone, email, twitter e sites é muito grande e faz com que o jornal fique “velho” antes mesmo de chegar às bancas. Hoje é comum você ler no jornal uma notícia que já tinha lido na internet no dia anterior, o que dá a impressão de estar lendo a edição de “ontem”. Então por que comprar um jornal se você pode ter a notícia em tempo real, minuto a minuto? Com a mídia digital, o jornal impresso perdeu seu real sentido e por isso acredito no seu fim.

Já as revistas não têm pretensão de dar a notícia em primeira mão, então não vejo que estejam ameaçadas. Pelo contrário, acho que elas irão até crescer, com o desaparecimento do jornal. As revistas vão passar por uma grande transformação e se dividirão em dois principais tipos. O primeiro será a revista atual,  só que ela tende a ser ainda mais segmentada. Ao invés de uma revista, por exemplo, falar sobre cultura que é um assunto amplo, ela falará de cinema que é mais específico. Como o Natsu Oki falou no programa, quanto mais segmentada uma revista for, maior será o seu público fiel e mais tempo de vida ela vai ter. Além do mais, esse tipo de segmentação é bem interessante para os anunciantes, pois permite que eles falem direto com o seu público-alvo.

O outro tipo de revista será o de notícias. Essa substituirá os jornais. Essas revistas serão semanais e publicarão as principais notíciais da semana, mas com o objetivo de oferecer informações mais completas e detalhadas, já que nas mídias digitais as notícias são curtas e fragmentadas. Elas serão factuais, terão o compromisso com a informação e a verdade e atenderão a um público mais amplo, assim como os jornais de hoje. Porém, elas utilizarão a linguagem e o formato de uma revista, que oferece melhor qualidade de papel e de imagem. A revista proporciona maior entretenimento e hoje  eu percebo que as pessoas estão mais interessadas no entretenimento do que na própria informação. É por isso que eu acredito que elas substituirão os jornais.

Dessa forma, a mídia impressa vai se manter forte no mercado e continuará concorrendo com os outros meios de comunicação. Como o Marcelo Tas falou, hoje uma pessoa assiste televisão, acessa a internet e escuta música, tudo ao mesmo tempo. Então os veículos agora vão disputar a atenção do público e vai ganhar aquele que contar uma boa história, independente dela estar na internet ou na revista. Ou seja, os meios de comunicação terão que fazer um bom jornalismo para oferecer um conteúdo de qualidade e assim, capturar a atenção do público. Estou bastante otimista quanto ao futuro, não só do impresso, como do jornalismo em geral e se eu estiver certa, QUE O FUTURO CHEGUE LOGO!

Para assistir ao Debate MTV, clique aqui!

17
Mai
09

Irresponsabilidade na imprensa

O jornal argentino Olé cometeu a pior falha de toda sua história. No jogo entre River e Lanus, que aconteceu no último dia 11, muitos torcedores do River levaram faixas e bandeiras em protesto contra a má fase do time. Em uma delas estava escrito “La peor defensa de la historia”. Um torcedor pegou essa imagem do canal Fox Sport e através do Photoshop, trocou a palavra “defensa” pela palavra “dirigencia”. Sem apurar e checar a veracidade daquela imagem (alterada) que rolava na internet, o jornal esportivo a publicou na capa como verdadeira e ainda inventou que aquela faixa havia sido retirada do campo, um pouco antes do jogo começar.

bandera-ole

A verdade veio à tona quando o autor da imagem manipulada contou, em um site, tudo que havia acontecido, e claro, o caso gerou muita polêmica e rendeu fortes críticas ao jornal argentino. No dia seguinte foi publicada uma nota e o jornal afirmou estar “envergonhado” pelo “erro gravíssimo” que cometeu e pediu desculpas para todos os leitores e demais envolvidos. A imagem que acompanhava o texto era de uma faixa com os dizeres: “El peor Olé de la historia”.

ole

É inaceitável que um veículo de comunicação publique uma imagem da internet e invente uma matéria, sem sequer apurar a informação e a fonte. Além de mostrar a falta de comprometimento com a verdade dos fatos, o jornal ainda plagiou a foto. O pior é que, infelizmente, casos como esse são cada vez mais comuns na imprensa. Isso coloca em xeque as discussões sobre a conduta ética no jornalismo.

15
Mai
09

Twitter

É difícil definir o Twitter porque lá você troca mensagens instantâneas, mas não é um chat; você escreve textos curtos, mas não é um serviço de SMS; você posta suas idéias, mas não é um blog; você pode escolher quem quer acompanhar, mas não é considerado uma rede social. O Twitter é único e sua principal característica é a facilidade na comunicação e transmissão de conteúdo.

O engraçado é que o Twitter deu certo, mas com um intuito diferente do qual foi criado. A princípio a idéia era que as pessoas respondessem a pergunta What are you doing? postando textos de até 140 caracteres. Porém, as pessoas usam esse espaço para muito mais: trocar informações, divulgar seu trabalho ou blog, comentar uma notícia, fazer ou responder uma pergunta, repassar um link, contar uma piada, indicar um site, dividir uma situação que vivenciou, dar opinião sobre um filme ou programa de TV, mostrar um vídeo engraçado… Por isso, o Twitter deveria mudar seu slogan. A pergunta poderia ser What do you want to share?




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